Setembro Amarelo: Prevenção do Suicídio e a Importância da TerapiaCognitivo-Comportamental (TCC)

setembro amarelo

Saiba como identificar sinais de risco e como a psicoterapia TCC atua na
prevenção do suicídio neste Setembro Amarelo.
O que é Setembro Amarelo?
Setembro Amarelo é a campanha mundial de conscientização sobre prevenção
do suicídio. Criada em 2015 no Brasil, a iniciativa tem como objetivo quebrar
tabus, estimular a busca por ajuda e mostrar que falar sobre saúde mental
salva vidas.
No país, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de
38 pessoas tiram a própria vida por dia, sendo os jovens entre 15 e 29 anos os
mais afetados. Por isso, abrir espaço para esse diálogo é fundamental.
Por que falar sobre suicídio é importante?
Muitas vezes, o suicídio é resultado de um sofrimento emocional intenso,
marcado por sentimentos de desesperança, isolamento e incapacidade de lidar
com as próprias dores.
Frases como:
“Queria desaparecer”
“Sou um peso para os outros”
“A vida não faz mais sentido”
São sinais de alerta que não devem ser ignorados.

Falar sobre o tema não incentiva. Pelo contrário: ajuda a identificar sinais e
buscar soluções antes que a dor se torne insuportável.
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar?
A TCC é uma abordagem da psicologia científica e amplamente utilizada no
tratamento de pessoas com pensamentos de autodestruição ou desesperança.
Ela trabalha com a ideia de que:
Pensamentos, emoções e comportamentos estão conectados.
Quando os pensamentos estão distorcidos (“não tenho valor”, “sou um
fracasso”), eles intensificam emoções negativas como tristeza profunda, culpa
ou vergonha.
A TCC ensina a identificar e questionar esses pensamentos, substituindo-os
por formas mais realistas e saudáveis de enxergar a vida.
Técnicas utilizadas na TCC para prevenção do suicídio:
Reestruturação cognitiva: ajuda a desafiar pensamentos automáticos
negativos.
Treino de habilidades emocionais: estratégias para lidar com ansiedade,
tristeza e impulsividade.
Plano de segurança: o paciente constrói, junto ao terapeuta, um guia de
passos práticos para momentos de crise.
Valorização dos motivos para viver: exercícios que resgatam objetivos,
sonhos e relações significativas.
Essa abordagem tem alta eficácia, principalmente quando combinada ao
acompanhamento médico-psiquiátrico, quando necessário.

Fatores de risco e sinais de alerta:
É importante estar atento a comportamentos que podem indicar risco, como:
Mudanças bruscas de humor.
Isolamento social repentino.
Desinteresse por atividades antes prazerosas.
Distribuição de objetos de valor pessoal.
Expressões verbais sobre não querer mais viver.

Fatores de proteção:

Alguns elementos ajudam a proteger a saúde mental e podem reduzir o risco
de suicídio:
Redes de apoio (família, amigos, grupos de pertencimento).
Cuidar da espiritualidade e da fé.
Desenvolver autoestima e senso de utilidade.
Ter acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Como buscar ajuda?
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil:
Procure ajuda profissional com psicólogo ou psiquiatra.
Ligue 188 – Centro de Valorização da Vida (CVV), disponível 24h, de forma
gratuita e sigilosa.
Em casos de urgência, vá até o pronto-socorro mais próximo.

O setembro Amarelo nos lembra que a vida tem valor e que o sofrimento pode
ser acolhido, tratado e superado.
A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma ferramenta poderosa nesse
processo, ajudando a resgatar a esperança, reconstruir significados e fortalecer
a capacidade de enfrentar os desafios da vida.
Falar é a melhor forma de prevenir.
Se você precisa de ajuda, dê o primeiro passo. Buscar apoio é um ato de
coragem e amor à vida.

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