Quando o ano começa muitas pessoas iniciam engajadas a cumprir seus objetivos.
Nesse pacote de objetivos é possível que existam os cuidados com a saúde física por exemplo: Realizar refeições saudáveis, atividades físicas, realizar consultas e exames clínicos com mais periodicidade e por aí vai…
De fato, todos esses objetivos são importantes para nossa saúde, mas será que nessa lista refletimos sobre nossa saúde mental? A cultura do cuidado com o corpo é bem difundida e defendida pela nossa sociedade, mas e o cuidado com a nossa “cabeça”?
Saúde mental é coisa séria e é tão importante quanto a saúde física. Na realidade não há motivos para separa os cuidados da mente e do corpo, ambos fazem parte de um indivíduo.
Por vezes, não alcançamos nossos objetivos por haver um desequilíbrio com a nossa mente. Talvez as condições físicas possibilitam que tenhamos aquilo que desejamos, mas nossa condição mental impossibilita. Isso acontece porque estamos em desequilíbrio emocional, e/ou psíquico, e é por isso que os cuidados com a saúde precisam ser integral, ou seja, mente e corpo.
Respondendo à pergunta do título desse texto, segundo o Ministério da Saúde, saúde mental é: A forma como uma pessoa reagem às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções. Acrescenta ainda que saúde mental é :
- Estar bem consigo mesmo e com os outros;
- Aceitar as exigências da vida;
- Saber lidar com as boas emoções e com aquelas desagradáveis, que fazem parte da vida;
- Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário;
O fato é que atualmente convivemos em uma sociedade acelerada, que questiona nossa identidade e jeito de ser, e estimula olharmos muito mais para o externo e pouco para o interno. Por vezes, ficamos desconectados de nós mesmos, não sabemos verbalizar as nossas emoções, medos, verdade e desejos.
Essa e outras dinâmicas do nosso modo de viver, nos leva ao desequilíbrio sobre a nossa saúde mental, proporcionando estresse, sofrimento podendo nos levar ao adoecimento, os mais atuais e frequentes são a Depressão e Ansiedade.
O sofrimento emocional pode ser composto por várias questões que contempla uma pessoa, questões internas, que envolve o autoconhecimento, autoaceitação, capacidade de desenvolvimento, crenças entre outros. E diversas questões externas que envolve o seu meio social, a cultura que está inserido, a qualidade das suas relações, o apoio da comunidade, os preconceitos, e as condições do ambiente etc… Ou seja, existem várias questões que acomete o indivíduo provocando situações de sofrimento ou de alegria.
Mas então, porque mesmo diante de tantos fatores negativos que podem afetar a nossa saúde mental, não buscamos os profissionais dessa área para o devido cuidado?
A resposta para essa pergunta é diversa, mas existem alguns motivos que podem ser impeditivos, como por exemplo:
- Concluir que quem busca um psicólogo é fraco e não sabe lidar com seus problemas.
Normalmente nessa justificativa a pessoa tem muita vergonha de reconhecer que precisa de ajuda.
- Entender que psicólogo não tem nada para agregar em seu autoconhecimento.
Aqui a pessoa acredita que já se conhece o suficiente e que ninguém mais do que ela saberá seus pontos fracos e forte e sua história de vida.
- Acreditar que psicólogo é para “louco”
Nesse motivo a pessoa não tem conhecimento nenhum sobre a psicoterapia.
- Achar que seus problemas não são importantes para serem tratados.
Aqui a pessoa subestima suas necessidades. Ela acredita que existem problemas mais importantes a serem tratados e como ela não os tem, não faz sentido consultar um profissional.
É importante compreender que somo seres de necessidades físicas emocionais. Todas essas necessidades fazem parte da nossa Saúde. As dores emocionais estão escondidas dentro de nós, as pessoas a nossa volta só conseguirão enxergar se falarmos dos sentimentos e buscarmos ajudar. Para isso a psicologia é a especialidade que ajuda amenizar essas dores emocionais e os sintomas oriundo dessas dores.